Compreendi que havia algo de muito errado com o meu portátil quando o calor emitido por este chegou ao outro lado do tampo da mesa.
Ooops.
Música à data da Edição: Pluto – Só mais um começo
Vagueio pela net e em todo lado vejo pessoal a lamuriar o final das férias.
Serei a única pessoa no mundo que quer que elas acabem o mais depressa possível?
Anseio tanta coisa neste novo semestre que se aproxima! A falta de tempo, Física novamente, os trabalhos, o stress, o arrancar cabelos, a programação, o aprender coisas novas… Os testes todas as semanas e as novas cargas horárias. Fantástico. Mal posso esperar!
Música à data da Edição: Coldplay – Viva La Vida
Esta manhã dei uma volta ao meu Twitter, para descobrir que 90% do seu conteúdo são fragmentos de conversas que já não interessam a ninguém, 5% são updates automáticos do Doce/Youtube/Formspring e os restantes 5% sou eu a queixar-me de estar doente.
Eu fico doente assim tantas vezes?
Realmente, no primeiro semestre do segundo ano, um colega meu perguntou-me “Mas tu ‘tás sempre doente, ou quê?” Bom, eu não tinha noção, mas depois de ir dar uma volta às minhas publicações antigas nos mais variados sites de que faço parte, é essa a triste conclusão que tiro – que fico doente muitas vezes.
Mas voltando ao Tuíter, eu sei que o seu objectivo é praticamente que se publique lá informação rápida e que maior parte das vezes não interessa a ninguém. Mas mesmo assim, eu não gosto de ver as minhas contas online atufalhadas de lixo, pelo que andei a remover uma boa catraifada de tweets – mas continuo para cima dos 800, porque perdi a paciência ao fim de 15 minutos de limpeza fracassada. Realmente, partilho demasiada coisa desinteressante. E, do que ficou e que era realmente informação sobre a minha pessoa no formato desejado, uns bons 80% eram linkage random e os restantes 20% era eu a queixar-me das minhas variadas maleitas.
Ampliando agora o espectro aos outros sites que uso pela Web fora, tenho realmente uma boa base de dados dos meus últimos 3, 4 anos. Quando leio os journals no meu deviantart, são terrivelmente sintomáticos – estou constantemente a queixar-me que não tenho tempo e da faculdade – mesmo antes de entrar! É uma questão de irem ver os journals que tenho, porque realmente, eu queixava-me ainda antes de saber onde tinha ficado colocada. Os temas são bastante invariáveis.
Quanto a este mesmo blogue, só muito recentemente é que comecei a escrever algo de jeito. Antes também eram só queixinhas. Mas também só muito recentemente é que redescobri o gosto que tinha pela escrita e como tão-pouco me importa se alguém lê esta merda ou não. É fantástico saber que posso escrever para alguém além da gaveta – que não lê.
No entanto, tal como referi algures num post anterior, também fico um pouco naquela do “mas não partilharei demais?” Há, de facto, muita informação que não interessa mesmo a ninguém. Se calhar mais valia eu publicar um tweet a cada seis meses a dizer “Estou doente outra vez”. Não ia estar a faltar à verdade. Às vezes também sinto vontade de me tornar eremita, como um amigo meu fez há não muito tempo, mas ainda não desenvolvi a coragem necessária.
Também ando a pensar em desabilitar os comentários no blogue ao final de alguns dias (na manga acho que são sempre bem-vindos, até porque aquilo se mantém sempre actual, ao contrário do blogue, que reflecte um momento estático no tempo). Que acham?
Música à data da Edição: Sonata Arctica – My Selene
Hoje vi uma pessoa que fazia parte da minha vida nos tempos em que eu andava no 12º. E digo que fazia na altura, porque, acabado esse ano e tendo entrado eu para a faculdade, deixou de fazer e nunca mais vi a moça.
Encontrei-a hoje.
Fiquei a olhar para ela, na esperança que ela olhasse para mim e já antevendo a típica conversa – então, em que curso tás? E como tá a correr? Sério? Que bom! – mas ela não me viu. Ou então, julgando pela maneira como olhava fixamente na outra direcção, tão próxima da minha que não podia deixar de me ter visto e de como não movia os olhos por nada – estava a fazer de conta que não me via. E não há que dizer que não me reconheceu porque, infelizmente, não mudei nada deste então.
Se ela não me via, então eu também ia fingir que não a estava a ver e prossegui com a minha vida. Estranhamente, ela seguiu na mesma, pelo que, mais uma vez, não era possível não ter reparado em mim – até porque ela nunca foi distraída.
Mas não a posso culpar. Eu se calhar, teria feito o mesmo – e admito, eu faço-o bastantes vezes, cruzo-me com pessoas que conheço e, ou baixo o olhar, ou viro-o noutra direcção e passo como se não se passasse nada. Porquê? Não sei, até porque tinha a certeza que até ficava mais contente se parasse e desse dois dedos de conversa.
Mas se calhar, também não perdi muito; não éramos propriamente amigas nem nada do género, éramos apenas da mesma turma e só durante um ano. E provavelmente, adivinharia as respostas ainda antes de ela mas dar – porque infelizmente, é um personagem previsível; mas agora também nunca vou saber.
Também comprei um queijo, o que me deixou muito feliz.
Música à data da Edição: George Thorogood & The Destroyers – Bad To The Bone
Este portátil faz parte da minha vida, fez agora em Maio deste ano, há dois anos. Recebi-o no final do 12º, numa altura em que já não me fazia jeito nenhum porque tinha acabado de entrar em férias e, com ele, veio a minha primeira internet particular – aquele monstro da TMN, com 1GB de tráfego mensal que tive de aturar como a minha única ligação doméstica até Fevereiro deste ano. 
Quando recebi o portátil, a minha vida mudou! Passei a ter net em casa e a poder aceder-lhe tanto quanto quisesse. E lembro-me que no primeiro mês, eu tinha direito a 2GB, um deles de graça, e gastei-o logo no primeiro dia. Daí em diante, apesar de a internet ser um luxo, era um luxo que dava problemas e só ficou completo quando deixei de ser dependente daquele maldito Gb… Mas ter um computador só para mim foi um passo inigualável! Oh sim – a partir de então procrastinava mais do que nunca e deixei praticamente de produzir, a não ser que me forçasse bastante… São as tentações da internet e de uma máquina que não tenho de partilhar com ninguém, mas acho que eventualmente esse problema se resolveu.
E ter uma máquina só para mim é uma coisa fantástica! E talvez por isso é que tenho extrema relutância em deixar quem quer que seja tocar no meu menino e me dá grande desgosto ao perceber que ninguém compreende esta máquina como eu.
Passados estes anos, está coberto de gordura, lixo, uma das teclas está definitivamente a sair e tem de ser segura por fita-cola (a mudar regularmante) e coberto também de autocolantes!, entre os quais se incluem:
CHARMOSO.
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