Música à data da Edição: Toranja – Copo Vazio
Como já há muito tempo que não escrevo aqui sobre a minha patética vida, vou-vos deixar mais um pouco de informação irrelevante para que depois possais criar um profile completamente errado acerca da minha pessoa!
Bom, como já toda a gente reparou, Setembro está aí. Este ano, parece-me, as chuvas chegaram mais cedo. Ou pelo menos, hoje acordei a ouvir as nuvens apontadas à minha portada – mas não eram nuvens de routers, note-se, o meu router está cá em casa bem guardadinho e protegido desses gandins.
Estar em casa tanto tempo deu azo à criação de todo um novo horário na minha vida. Horário que, por sinal, é fantástico e me faz pensar em como eu sou tão sortuda em não ter um único amigo local:
- Acordar todos os dias às 10:45, apesar de eu não ter posto o despertador a tocar. É como se o meu corpo tivesse decidido que é bom acordar a essa hora, até porque daí a nada vai dar o Sobrevivência no Discovery Channel, e eu acho que o meu relógio fisiológico e o supracitado canal estão feitos um com o outro.
- Nos dias em que tenho de fazer almoço, é óbvio que paro de ver televisão/usar o pc à hora de cozinhar. E enquanto não chega a dita hora, fico a nervosá-la a olhar para o relógio com um certo medo de me atrasar mais do que um minuto.
- Algures depois do almoço dá algo interessante na TV e eu fico por lá um bocadinho.
- Depois é hora de fazer o meu Doce diário, tarefa que me deixa presa ao pc das14:30 às 16:30, porque eu demoro esse tempo todo a trabalhar naquilo.
- Há a possibilidade de me levarem a passear a esta hora, porque eu agora sou como os cachorrinhos e sou levada a passear à hora do lanche.
- Mais desenhos, no pc, porque eu não tenho outra vida.
- Jantar, inexoravelmente às 20:00.
- Desenhar mais alguma coisa no pc ou descobrir que ainda existe vida no MSN e meter-me à conversa com alguém. Se bem que a minha vontade neste campo da vida começa a diminuir, até porque meio eremitismo não é eremitismo nenhum. Se se estão a perguntar se a palavra eremitismo existe, eu digo-vos que sim e, se não acreditam em mim, sugiro que vão ao dicionário, que é para isso que ele serve.
Por falar em dicionários, a contenda lexical que tive com a Rainfreak ontem foi o momento alto de várias semanas. Talvez lexical não seja a melhor palavra, mas não tenho melhor forma de a exprimir, dado que o meu vocabulário, por influência de muitos “Han?”, tem vindo a tornar-se cada vez mais reduzido. É no que dá a falta de uso.
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