Ontem o dia não me foi muito simpático.
Pela primeira vez em muito tempo, o tendão/pulso/lá-o-que-lhe-quiserem-chamar deu sinais de não estar bem com a vida. E lá andei eu de liga e de movimentos ligeiramente travados todo o dia, enquanto estudava para o último exame.
Estudei e sentia-me mais confiante. Tinha um bom entendimento dos conceitos e resolvera os exames dos anos anteriores com pinta. O exame não podia ser assim tão diferente.
Mas foi. O problema do exame ser diferente é que a matéria é de tal forma extensa que se torna quase impossível, pelo menos da minha parte, assimilar todos os conteúdos. Olhando para os exames anteriores, todos eles bastante semelhantes entre si, fiquei um pouco convencida de mais de que o exame daquele dia seria também assim. E não devia ter achado assim tão fascinante conseguir resolver os outros exames, que nem eram amostras de todos os conteúdos leccionados. Mas que eram a minha única fonte de orientação no meio de tanta, tanta matéria.
Só de olhar para o exame vi que a cena ia correr mal. Aquele momento em que se lêem as perguntas e ficamos logo a saber “a esta nem respondo, àquela só sei metade, não consigo perceber a outra nem que me expliquem como se for muito burra, vou começar pelo fim porque isto já não está bem”. Quantos de nós é que não passaram por isso.
Mas mesmo atirando cerca de 3 questões para o balde das desistências, ainda ficaram bastantes a que podia, pelo menos, tentar responder. E tentei. Foi quando me apercebi de como o exame era extenso e de como as respostas iam ficar enormes e de como já nem conseguia escrever mais porque a minha mão escolheu o melhor dia para se retrair. Há muito que não me fazia uma desfeita destas, e tive mesmo de parar várias vezes a meio para descansar o pulso/tendão/wtv.
Eventualmente concluí que não havia motivos para continuar o massacre, entreguei a minha lista de “palhaçada e disparate” e fui-me embora. Tudo bem até agora. Menos bem quando chego à estação e vem a minha irmã buscar-me, como já é costume.
Porque cheguei à estação mesmo a tempo de a ver levar uma marretada no carro.
Coisa grave? Oh, não, nada disso. Só ficou com a porta toda riscada. Coisa para chamar o seguro ao barulho, sem dúvida. Coisa para ficar a negociar ali com a outra parte e coisa para telefonar aos meus pais, que ainda demoraram montes de tempo a chegarem ao local. Tudo isto enquanto eu, egoisticamente, só conseguia pensar na fome (hora de jantar, anyone?) e em como me doía a mão e como a minha cama era a única coisa que me apetecia, muito mais do que ouvir novamente o relato do “incidente” que eu, por acaso, até vira em directo.
Nota: quando cheguei a casa, não tinha jantar. E ainda bem que estava a dar o How I Met Your Mother, ou eu teria ido para a cama com um humor perto dos 0 graus Kelvin.
Enfim, parece que esta época de exames vai constar das melhores até à data. É como se todos os dias tivessem um pequeno milagre à minha espera.
E se por outro lado também estou a ser egoísta e a ligar apenas à pequenez dos meus problemas, ou a fazer disto grande alarido, bom, eu tenho dias assim. E consigo fazer alaridos maiores de coisas ainda mais pequenas (não que me orgulhe), mas neste momento vou ficar-me pelo disclaimer de que eu levo algumas coisas bastante a sério. Mas isto logo já me passa.
Agora tenho de ir tratar da TVCabo, que dava outra história.