Comecei o dia com a companhia da sempre fantástica Mangalho, a quem acontece de tudo, e que fez rabiscos no meu caderno! :3 Que pena que não me desenhou umas pilas, mas a desenho dado não se olha a pila. Houve montes de conversa e partilha de desenhos e andamos a cuscar os cadernos uma da outra e no geral foi tudo fixes.
Tive uma reunião um bocado para o aborrecida durante a tarde, depois da qual lanchei com o meu bro e depois fui jantar com os peeps e comemos pizzas! E foi fixes.
Ultimamente tenho tido alguns pensamentos (ou sentimentos até) conflituosos. Gostava de ter dormido mais uma ou duas horas para os poder descrever mais eloquentemente, mas acho que vou tentar à mesma.
Portanto, para começar, eu normalmente sou aquela pessoa – ou pelo menos é o que eu penso de mim, posso estar errada – que está lá sempre para ouvir o chorinho dos colegas, os resmungos e desabafos. Digo, de que outra forma poderia eu esperar que as pessoas me ouçam quando eu preciso se eu própria não os ouvir? Eu tomo isto como uma espécie de contrato.
Mas depois há alturas em que simplesmente satura. Satura estar lá para ouvir de tudo e mais alguma coisa porque depois algumas coisas vão soar, forçosamente, a cenas que se podem resolver facilmente e portanto nem ao estatuto de queixinha deveriam ter chegado, de outras vezes parece é que a parte queixosa não tem mesmo em consideração a quem se está a queixar. Há coisas que só se descrevem mesmo da seguinte forma: estás a queixar-te de que vês mal a um ceguinho. E quando isto acontece, torna-se difícil para mim mante a conversa amigável, continuar a estar lá sempre, continuar a ser simpática e compreensiva. Como posso eu ser compreensiva se estou numa situação muito pior? Eu tento, e como tento, pelo menos, não descambar completamente para o lado rude. Mas continuar a ser super-simpática já não é um acto natural, como normalmente seria com outro tipo de desabafos. Às vezes nem sequer há nada de simpático a dizer e depois fico eu a sentir-me culpadíssima.
Oh, e como eu me sinto culpada. Quem me dera não ter de me sentir assim.
Porque eu não deveria viver de reacções extremas, da mesma forma que não deveria dar a minha atenção de forma extrema. Quero estar lá sempre para os meus amigos, mas também tenho de perceber que não tenho de levar com tudo e sorrir no fim. O que é algo que para mim… Ainda é difícil de conceber. Não ser sempre simpática. Assumir que há cenas que são, simplesmente, descabidas. Não quero partir para o desbarate nem ser desagradável! Quem me dera poder levar tudo na boa e ser sempre simpática, mas cheira-me que isso é impossível. Acho que vou ter de aprender a lidar com a ideia de que sou, tão só e apenas, humana.
E nesse pensamento, convém mencionar que também o são os meus amigos.