Acho que se pode dizer que este é baseado numa história real. Ou, melhor dizendo, numa média de várias histórias.
Lembro-me que, nos meus tempos de Secundário, os exames eram vistos como algo terrivelmente difícil. Algo em que se deviam focar todas as células do corpo. Conheço algumas pessoas que começaram, de facto, a estudar para os exames com meses de antecedência. Não só estudavam todos os dias para as matérias normais, como ainda estudavam a matéria toda uma e outra vez para o exame que ainda ia demorar muito a chegar…
Eu nem sequer acho que isso seja saudável. Nem que garanta resultados bons. Mas não é que eu alguma vez tenha sido o tipo de pessoa que gaste muito tempo a estudar (bom, depende do que estiver a estudar, claro).
Por outro lado, foi só depois de entrar na faculdade que reparei na enorme diferença de atitude em relação aos exames. Durante o primeiro ano, ainda se notou numa tentativa da parte de muita gente de manter a velha técnica – estudar a matéria do dia-a-dia mais um resumo de tudo para o exame – até que os trabalhos se começaram a revelar tantos que não havia maneira que conjugar as duas coisas. Mas houve quem fizesse um esforço tremendo para o conseguir, mas nem sempre com sucesso. Eu, pessoalmente, só comecei a estudar a sério depois de entrar no Ensino Superior, e não posso dizer que esteja particularmente orgulhosa das minhas notas do primeiro ano… Mas as coisas melhoraram, eventualmente.
De facto, parece que a malta se habitua à ideia de ter 5 exames numa semana ou até mais que um por dia. E parece que conseguem estudar a matéria condensada de exames num espaço de dois dias e ainda assim conseguir notas decentes, se não mesmo boas. Pelos vistos, a partir do momento em que se perde a obsessão pela quantidade e se começa a fazer os estudos com qualidade, o caso muda de figura.
Mas como é óbvio, as palavras do Clor não são para confiar. Não é que ele vá terminar os estudos nos próximos meses ou anos.